Eu amo

Eu amo quando você me abraça com força. Amo quando tu me abraça quando digo que sinto frio. Amo quando te abraço e tenho que ficar na ponta do pé. Amo quando você me segura pela cintura quando caminhamos na rua. Amo quando encosto o teu rosto no meu. Amo quando você beija minha bochecha. Amo quando você sorri entre meus lábios. Amo quando toco o seu cabelo. Amo quando meus dedos enroscam no teu cabelo e eu tenho que desembaraçar os nós. Amo quando sinto o teu cheiro da minha roupa. Amo quando você beija o meu pescoço. Amo quando você sussurra no meu ouvido. Amo quando você me morde devagar. Amo quando você segura a minha mão. Amo olhar nos teus olhos. Amo roçar o meu nariz no seu. Amo te beijar devagar. Amo acordar de manhã com uma mensagem tua. Amo quando tu tagarela sobre o que gosta. Amo contar para as minhas amigas o que tu me disse. Amo quando tu diz exatamente o que eu quero ouvir. Amo quando tu faz tudo que estiver ao alcance pra me ver. Amo quando você beija a minha testa. Amo quando tu diz que eu sou tua. Amo quando tu me chama de amor. Amo quando você diz que eu sou linda. Amo como você cuida de mim. Amo me arrepiar quando você sussurra no meu pescoço. Amo sonhar contigo todas noites. Amo planejar coisas contigo. Amo conversar sobre o que você gosta. Amo teu sotaque. Amo tuas piadas. Amo a sonoridade quando você diz o meu nome. Amo escutar uma música e lembrar de ti. Amo escutar o teu nome e ficar em alerta. Amo quando percebemos que temos algo em comum. Amo estar ao teu lado. “Now I’m all yours, I’m not afraid, and you’re all mine, say what they may.”

What I’d do to have you here, near

Eu me sentia extremamente perdida no meio de tudo. Sentia como se nunca fosse encontrar alguém que pudesse me tirar daquele vazio. Enquanto eu segurava a mão de alguém, minha mente voava por todos problemas e inseguranças que existiam em mim. Contava os dias até chegar o dia de dizer adeus. E eu sabia que esse dia chegaria, mais cedo  ou mais tarde. Eu nunca segurei a mão de alguém tendo certeza de que se eu a soltasse, a outra pessoa voltaria a segurá-la. Eu andava pelo meio de tanta gente, sentia-me perdida e sozinha, como se nada fizesse sentido e como se aquele não fosse o meu mundo. Jurei mil vezes não chorar, porque algo dentro de mim já tinha certeza de que o fim chegaria, eu já estava completamente preparada pra aquilo, sabia que aquele era meu destino final. Eu nunca conseguia me entregar por completo sem pensar no meio da noite como seria quando quem eu amasse fosse embora. E aí, você apareceu.

No meio de tanta coisa errada, no meio do momento mais bagunçado até agora, você apareceu e segurou minha mão sem medo. Esperei pelo momento em que algo entre nós dois não fosse fechar, esperei por uma decepção, por uma lágrima. Elas nunca vieram. Pelo contrário, minha alegria parecia se multiplicar a cada palavra, a cada carinho. Memorizei cada traço do teu rosto, e como eu me sentia quando você me segurava firme entre os teus braços, me protegendo de qualquer dor, purificando cada canto de mim que ainda existia medo. Deixei o seu cheiro impregnar na minha pele, assim, quando eu precisasse sentir tua presença, tu ainda estaria em mim. Te contei meus segredos, te contei minhas dores e você prometeu cuidar delas. Contei minha música favorita, minha música de tristeza e a tatuagem que eu quero fazer.

Apelidei você com o adjetivo que mais me parecia contigo, e logo percebi que ele seria inútil perto da perfeição que eu encontrei em ti. Eu queria te contar as sensações que tu me fazia sentir ao encostar seus lábios nos meus, queria te contar a vontade que eu tenho de te chamar de “meu”, a vontade de te ter e mostrar pra todos que você é meu agora, e nada pode te tirar de mim. Implorei todas as noites para que tu permanecesse do meu lado, que meus sonhos você abrigasse e que eu não precisasse pedir pra você gostar de mim. E todas as respostas que obtive no fim do dia foram “sim”. E orgulhosamente, eu aprendi a dizer somente sim, sem medo, sem vontade de soltar a tua mão e sem contar os dias para tu ir embora.