Last kiss

Eu conhecia bastante de dores pra poder classificar essa que eu estava sentindo. Era a pior coisa acordar de manhã e sentir somente vontade de ficar nas cobertas. Mais triste ainda era eu perceber que me abandonava aos poucos, assim como tudo aconteceu. No momento em que tua mão se soltou da minha, eu automaticamente me soltei também. Fiquei achando alegrias momentâneas em café, filmes, séries, mas nenhuma delas me completava mais. Eu olhava pra aquele filme e percebia o quão só eu me sentia. Eu nem precisava que alguém me dissesse, eu me sentia completamente perdida e sem lugar pra ir.

Era a pior coisa ver que nenhuma mensagem eu recebia, nem mesmo da minha operadora de celular. Era chato perceber que todos tinham a tua atenção enquanto eu não tinha uma misera palavra. Eu costumava assistir você fingir dormir, eu costumava sentir você respirar. Era como se eu dependesse da tua respiração perto da minha pra poder respirar. Era a coisa mais patética eu procurar mil e um motivos pra ter sido deixada pra trás. Algo em mim me dizia que eu estava fazendo tudo errado de novo.

Quando eu li palavras duras, senti que não havia mais propósito nenhum. Nem quando eu abria tua página querendo dizer que sentia sua falta, nem quando eu começava a digitar o teu número no celular e ficava olhando pateticamente como se quisesse decorá-lo. Quando na verdade, eu já havia o feito há dias atrás. Fiquei revirando minha memória noite a fora na procura de qualquer motivo pra você ter ido embora, revirei minhas roupas pra sentir o seu cheiro, fiquei procurando algum sinal de que você estaria me esperando na saída. E era como se o me coração se quebrasse toda vez que você não estava ali.

É tão doloroso, que eu nem sei explicar. É como se todo o meu corpo implorasse por misericórdia e implorasse por um pouco do teu amor. Quando na verdade ele já sabe que isso não vem nunca mais. Mas ele fica se enganando, porque a mentira é muitas vezes melhor que a verdade. Mas dessa vez, nem a mentira tá me salvando. Nem ela, nem nada e nem ninguém.

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Não nos abandone!

Vou falar hoje algo bem legal e que gostaria de ter escutado há muito tempo. Não vou ficar bolando texto, nem nada, apenas vou falar. Ao meu ver é uma solução pra tristeza de fim de namoro e depressão sábado à noite.

Nós mulheres temos algo bem diferente dos homens. Assunto de homens: futebol, cerveja, programas de tv e até um pouco sobre mulheres gostosas que eles nunca vão pegar – nunca mesmo. Assunto de mulheres: homens, homens e homens. Parece que pra gente, a única coisa de valor é o homem. Nada além dele é tão interessante. Às vezes falamos sobre uma roupa nova, uma festinha que vai rolar… Mas sempre vem aquelas frases “ai, será que ele vai gostar dessa saia?” ou “ai, será que ele vai ir nessa festa?” Poxa, gurias! Vamos largar essa hábito chato de ter que agradar homem! Por que não podemos comprar aquela saia que nos achamos lindas? “Ah, mas vai que ele não gosta…” E é obrigação ele gostar? Não podemos nos gostar com as coisas que vestimos? Não podemos nos achar lindas? Balançar o cabelo, andar naquele salto 15 e ainda rir se achando maravilhosa! Mulheres, nós podemos sim fazer isso! E não precisamos de homem algum pra aprovar isso. Afinal, no momento em que nos acharmos lindas, muitos também nos acharão.

Antes de engatar um namoro, ia comer pizza com as amigas, ia no shopping assistir aquele filme zoado, comia brigadeiro de panela, ia naquelas festas improvisadas, e depois ria pela chatice que foi. Se arrumava pra ir no centro, olhava pra vitrine, olhava pro gatinho, olhava pra aquela menina que odiamos. E por que quando um homem aparece na nossa vida, a gente deixa tudo isso pra trás? Afinal, um relacionamento não aparece para SUBTRAIR coisas, mas sim para SOMAR.

E não há coisa mais sexy que uma mulher independente! E que fica sexy mesmo sem mostrar o decote, as pernas ou algo do tipo. Coisa mais linda aquele mistério por trás, querer conhecer o que vem por trás de tudo aquilo. Diz pra mim qual é a graça de mostrar tudo de uma vez? Depois de conquistada, a mulher fica cada vez mais interessante, mais charmosa. Quem não gosta de um mistério?

O maior motivo da mulher estar naquela fossa eterna quando um namoro é rompido é… tchananana, ela é completamente dependente do sexo oposto! Analisa comigo: se uma mulher vai pra academia, vai no shopping, curte cinema com amigas, vai no centro dar umas voltas, vai no curso de inglês, vai no barzinho beber com as amigas e fica até tarde vendo filme com pessoas legais, é porque ela tem uma vida própria, não? Por que quando estamos namorando, tudo só tem graça com o fulano? Por que não podemos ser felizes sem ter um homem enchendo o saco no nosso ouvido todo dia? O momento que uma laço de amor se rompe, a mulher tem uma vida pra continuar, por trás de tudo que ela fazia com o namorado, ainda existe uma rotininha montada! Ela não vai ficar deslocada, triste, incompreendida! Afinal, ela vivia e tinha sua vida sem ELE dentro dela. E o segredo é esse, gurias!

O segredo é não ficar a noite de sábado esperando ele ligar, esperando ele dizer o que vai fazer. A atitude surpreendente vai ser tu chegar e dizer “olha amor, tô aqui com as amigas, se tu quiseres aparecer, to aqui, sei lá… no shopping!” E quantos pontos bons: com amigas a gente é a pessoa mais retardada do mundo, você não fica em casa se deprimindo, não fica esperando a ligação, ri pra caramba e ainda é capaz de ele te ligar sem mesmo tu estar esperando! Que delícia não é?

Não digo que namorar não é bom. Não é esse o ponto! O ponto é que nós mulheres, podemos sim ser felizes sem um homem do nosso lado, somos seguras, lindas, sabemos nos divertir sozinhas também! A frase que nos descreve é: não devemos nos abandonar! Devemos nos amar em primeiro lugar, sim, existia uma vida antes do seu amor aparecer! Sim, você já era uma pessoa sem ele! Garanto que no momento em que isso acontecer, as coisas serão melhores pra você, pra suas amigas e pra ele. Que vai perceber que do lado tem uma mulher independente, segura e que sabe o que quer. Chega de “não sei”, “não tô afim”, “deixa pra outra hora” e diga “vamos, agoraaaa gurias!” Eu garanto que o resultado vai ser incrível. Me conta depois como foi, ok?

Desabafo

O quão ridículas as pessoas podem ser? Logo eu que fui criada em mil e um mimos vindo da família. Qual é a moral de imaginar e inventar coisinhas sobre mim? Querem me chamar de mimada, pode chamar! Quer chamar de grossa, pode chamar! Mas não vem inventar história sobre mim de coisas que eu não disse. Nunca pensei que diria que não sinto falta alguma dessas pessoas que mal sabem o significado da palavra “família”. Tô cansadinha dessa opinião ridícula na minha vida.

Mania chata essa de achar que sabem mais de mim do que eu sei. Olha só, gente linda, podem falar o que quiser de mim, mas vem e fala aqui na minha cara, não fica nessas de falar por trás e fingir que não falou. Se tem coragem de falar por trás, tenha coragem de falar olho no olho comigo e escutar tudo que tenho pra dizer e responder. Essa de ficar com carinha de vítima não cola comigo não, já faz tempo que essas máscaras caíram.

E não vem com blábláblá de achar que as coisas vão mudar porque elas não vão. Espero que o dinheiro seja uma boa companhia pra vocês pelo resto da vida. Parabéns, família, por ter quebrado laços que levamos uma vida inteira pra construir.

O quanto cultura pode ser sim interessante

Moro numa cidade desprovida de muitos divertimentos. Há poucos lugares que sinto vontade de ir, vontade de permanecer por um tempo indeterminado. Quando fiquei sabendo que Lajeado abriria um espaço pra um GRANDE escritor e compositor gaúcho, senti que era uma porta aberta pra uma conversa legal. E foi aí que conversei com o Duca Leindecker. Além de inteligente, alto astral, divertido e muito simpático, ele me deu mais certeza de certos caminhos.

Sempre tive certeza que leitura, estudo e muita, mas muita perseverança poderiam me levar pra longe. E o Duca me provou isso nesse dia tão especial. Há muitos ídolos e pessoas que eu gosto no meio artístico e literário, mas poucos estão tão perto pra que possamos trocar alguma ideia/mensagem. E com o Duca foi simples, fácil e me senti em casa. Com um bate-papo suave e descontraído, percebi o quanto o mundo da literatura é e sempre será um mundo de esperança pra mim.

Cansei de sentar num lugar e ler, ler e ler. Me perder na leitura e ficar pensando no que poderia acontecer. Muitas vezes fiquei com medo do final, receio de me decepcionar com a história. Mas nem tudo está aí para agradar, não é mesmo? Nem todas minhas leituras me agradaram, algumas me agradaram mais do que esperava. O que fez eu querer ler essa obra de novo, de novo e de novo.

Minhas inspirações: Martha Medeiros, Caio Fernando Abreu… E agora um novo: Duca Leindecker! Com felicidade digo que essa FIGURA é gaúcha e tem uma das bandas mais profundas e inspiradoras que já conheci. Só tenho a dizer que o dia valeu muito e que esse dia ficará na minha memória sempre. Não vejo a hora de deitar e mergulhar nas palavras desse grande escritor.

Veja aí a foto tão esperada!

Would you say you need me/Cause I need you now

Foi tão bom planejar as coisas contigo. Achei delicioso te ver sorrir pelas primeiras vezes. Achei mais delicioso ainda rir das minhas piadas ouvindo tua gargalhada ao fundo. Melhor ainda foi sentir tua mão quente, teu abraço calmo e leve.

Depois de alguns momentos comecei a planejar o que fazer quando tu me perguntasse isso, quando perguntasse aquele outro. Fique planejando como agir, como sentar, como cruzar as pernas, como sorrir, como jogar o cabelo, como deixá-lo preso. Achei engraçado o fato de como me senti confortável de uma hora pra outra. Depois estava contando meus medos e sendo estranhamente sincera, talvez não no momento certo, mas teus olhos me provaram que eu deveria continuar. Aprendi a fazer o melhor café, pra poder dividir contigo. Afinal, teu café açucarado não podia ser melhor que o meu. Em algum momento eu deveria ser melhor que tu.

Esqueci as coisas banais, fiquei ouvindo somente blábláblás enquanto tu falava, afinal, estava perdida no teu rosto. Decorei cada marquinha, cada detalhe, pra depois poder ter acesso ao teu rosto novamente, mesmo que só minutos antes de dormir. Enquanto isso eu tinha a tua foto pra admirar. De uma forma não tão gostosa de quando te vejo. Quando escutei aquelas músicas, pensei no quanto aquele trecho era sincero demais, verdadeiro demais pra mim. Justo pra mim. Sorri desajeitada e arrepiei-me quando senti as tuas mãos no meu rosto, de um jeito estranho, torci pra que tu me prendesse nos teus braços, pra não sair mais dali.

Escutei milhares de “olha como tu fica, toda sem jeito”, “já até sei de quem tu vai falar”, perguntei a mim mesma se eu estava tão óbvia assim. Prometi não falar teu nome pelo resto do dia, e isso não durou cinco minutos. Logo, eu já estava falando o teu nome, falando o que tu tinha me dito, contando pra quem quisesse ouvir os meus sentimentos. Escorrendo pelos dedos como água, sendo cuspidos pra fora da minha boca. De uma forma surreal eu prometi ser menos óbvia. Não durou um sorriso teu.