Caixinha de surpresas

Quando consegui me encontrar feliz, uma muralha caiu sobre a minha cabeça.

Quando consegui me sentir completa, uma peça do quebra cabeça se perdeu.

Quando eu aprendi toda a letra da música, ela não era mais famosa.

Quando percebi meus erros na prova, ela já havia sido feita.

Quando olhei pro passado e vi que tinha errado, o erro já havia sido cometido.

Quando pude olhar nos teus olhos, recuei.

Quando você segurou a minha mão, ela suou.

Quando você me abraçou, minhas pernas tremeram.

Quando você me beijou, eu comecei a rir.

Quando percebi que você tinha um caráter lindo, eu já havia te machucado.

Quando eu sentei do teu lado e me deixei levar, eu fui longe demais.

Quando eu me afastei, senti vontade de ir longe demais novamente.

Quando eu te dei adeus, eu não te abracei com todas as forças.

Quando eu deitei na minha cama, eu senti falta do teu calor.

Quando eu caí nos meus sonhos, você apareceu pra mostrar que era real.

Quando eu disse ‘eu te amo’, você estava ali pra dizer ‘eu também’.

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Alfabeto de possibilidades

Esses dias estava conversando com duas amigas minhas, chamaremos uma de A e a outra de B.

A amiga A estava reclamando de quanto a vida estava insatisfatória e que nada estava dando certo, que tudo estava dando errado e que ela precisava de alguém, de uma garantia para o futuro. Uma garantia emocional. Até aí, beleza.

A amiga B estava pensando completamente o contrário. O que ela mais queria era zoar, ir pra festas, beber e beijar meia cidade. Beleza também.

O fato não foi a amiga A nem a amiga B. Foi a amiga C (prometo que paro com o alfabeto aqui). Essa outra amiga, queria ficar de boa, namorar um pouco, rir, dar uma beijadinha e estar sem compromisso algum. Beleza de novo.

Parei então pra pensar. Cada amiga tanto a A, como a B e até mesmo a C, estavam com um plano pro futuro, um plano pra levar e tendo certeza que seria assim e que ficaria feliz com somente (ou tudo) isso.

Percebi depois de horas de raciocínio que não sei o que eu quero. Na mesma hora que quero ter alguém fixo, não quero me prender. Da mesma hora que não quero beber (porque não gosto), também quero pra poder relaxar e até me soltar mais.

Ok, o que as amigas tem a ver com essa história? É que nada é por acaso, e vocês devem estar pensando: li tudo isso pra chegar nessa conclusão estupidamente óbvia? É, foi pra isso mesmo. A amiga A, a que queria estabilidade emocional, tinha uma pessoa, mas tinha medo de se magoar, e todas aquelas coisas que implicam um relacionamento. A amiga B tinha o garoto nem tão certo, mas não estava afim de algo sério. E a amiga C, não tinha nem pretendente, nem a bebidinha pra animar.

E eu, eu deixa pra lá. O fato é que tudo acontece no momento que deve ocorrer, quando o momento se mostrar certo. Vivo aconselhando a amiga B pra dar chances pra vida, mas do que me adianta se tudo que ela quer é curtir? Vai ser eu que vai mudá-la? Não. Infelizmente não posso decidir por nenhuma das três, mas, NOVIDADE, posso decidir por mim mesma.

Posso decidir se quero algo sério, se quero me embebedar ou se quero deixar rolar. E é muito bom saber que somos diferentes. Ou somos iguais. Pois há tantas pessoas que pensam como eu, mas simplesmente não querem admitir porque ter medo de serem taxadas como “caretas”.

Devemos tomar nossas decisões de acordo com os nossos princípios, devemos nos arriscar e até mesmo correr riscos. Nos desafiar mais! Nem que seja somente pra tomar um golinho de cerveja, só pra ver como é. Sei que falei disso em outro texto, mas tudo relax. É bom relembrar.

Mas um dia percebemos que a vida é só uma, e que você deve fazer o que te faz bem, o que te completa e te deixa feliz, simplesmente esquecer o resto… Então, deixa rolar, deixa acontecer.