Getting the best

Incrível a capacidade que a vida tem de me surpreender, de me fazer sentir fora do ninho, como se tudo tivesse escapado do meu controle. Mais incrível ainda como isso ainda me afeta da mesma forma há tanto tempo. Por um segundo me pergunto se isso é bom, e logo percebo que quando se trata de ti, não. Afinal tua capacidade de me surpreender ultrapassou todos os limites possíveis.

Não te quero longe nem um segundo, não quero ficar sem teus abraços, sem tuas brincadeiras, sem teu carinho, sem teu controle – o tempo todo. Às vezes me pergunto se isso é bom, me sentir sem limites, sem preocupações. Fico me sentindo estúpida, com atitudes que eu desaprovaria há alguns meses atrás, apavoro-me como tu consegue me deixar apaixonada desse jeito. É algo que a minha cabeça não permite, mas meu coração não escuta, ele fica dizendo “te quero” o tempo todo…

Não bastando meu corpo não me responde mais, meus pés não colaboram, gaguejo, rio escancaradamente, me sinto nua. Pronta pra tu descobrir o que tu quiser, fazer o que quiser, “sou tua” escuto isso mil e uma vezes, e ao mesmo tempo meu coração, minha mente, meu corpo confirmam “só tua”.

Você aceitou, não pediu que eu ficasse.
Ao mesmo tempo, doía saber que tu não lutaria tanto como eu por um abraço.
Foram desculpas, em nenhum momento clareza.
Eu estava pedindo demais?
Era um abraço que nos separava.
Te deixar ir me pareceu sensato, mas deveria doer tanto?
Senti que te perdi e novamente.
O que eu queria era teus braços, dizendo que todo esse tempo de espera valeu a pena.
Até onde eu aguento deixar o amor? Deixar tu ir embora?
Não vá.
Não vá.
Por que deixei ir? Ah, a sensatez.

Medo x Coragem

Medo e coragem.

Meu maior defeito e minha maior qualidade.

Ter medo dos fatos da vida é comigo mesmo: medo da morte, doença, esquecimento, maldade.

Sempre estou preparada para o pior, nunca para o melhor. Procurar imprevistos é comigo mesmo, pensar pelo lado negativo então, nem se fala. Viver no mais difícil é o meu destino. Afinal a vida é tão complicada… Cheia das suas problemáticas.

Ao mesmo tempo em que sou receosa, tenho a maior coragem pra encarar tudo que vier de ruim, sempre em mente o pensamento errôneo de que “não é nada demais”. Vou me segurando, permito aquilo se tornar apenas um probleminha não resolvido. O problema é que acumulo problemas e quando vejo, não sei de onde foi a origem de toda essa bola de neve. Ah, lembrei! Aquele probleminha esquecido… Ele era só a ponta do iceberg.

Eu encarar que tudo é apenas parte da vida, é o que chamo de coragem.

Aceito passar por mortes, hospitais, esquecimento e até maldade. “Não é nada demais”. A vulnerabilidade que temos é tão grande que não a medimos, ficamos entre a linha tênue entre desmoronar e ser forte. E eu sempre me direciono pro lado forte. Até que tudo vem abaixo e desmorono.

Desmorono por todas perdas, todas cirurgias já passadas (foram 3!), amizades que jurei serem pra sempre e a maldade das pessoas de julgar o que nem nós mesmos somos capazes de entender. Tudo culpa minha por não ter dado ouvidos para os pequenos problemas, que na verdade, eram grandes demais pra eu poder medir. Era mais fácil fingir a falta de importância do que encará-los frente a frente.

Meu defeito: medo. Minha qualidade: coragem.

Tenho medo de que tudo dê errado, mas tenho – agora – a coragem de admitir que sinto tudo, assim como todos nós. Coragem para deixar o medo pra trás, e deixar o medo agir sobre a minha coragem.

Maré

Todos acreditavam no quão bom era ser amada. Ser a Julieta de alguém tão especial. Esqueceram de mencionar a distância que encurralava os dois corações. Aquela distância podia não ser física, apenas um detalhe perante todo aquele problema. Difícil dizer que não era  bom ser tão amada, que seria mais fácil ser apenas uma paixão, dessas que duram um verão. Mas até mesmo o verão tocava o lugar mais fundo daquele órgão que batia cada vez mais rápido conforme necessário. Não era tão simples, era difícil de entender que ser amado podia ser um problema. 

‘Você tem tudo’. Não tenho nada. Apenas um ser cansado de remar contra a maré. Desiludido, finalmente se rende e segue o percurso do rio. Segura com força, porque essa vai ser forte. Aguentei com força, mesmo tão machucada por cada gota que encostava no rosto. 

Risadas. Afinal não vamos falar de coisas ruins. Calada, aqui escrevo a agonia que levo no fundo, bem no fundo, pra ninguém encontrar. Assim como o meu corpo que é engolido pela maré. Adeus mais uma vez.

Prometemos não ir embora

Prometemos.

Prometemos e não cumprimos.

Seguramos nossas mãos e dizemos “sempre estarei aqui”.

Mentimos.

“Eu não amo mais você.”

Fui embora. Nada mais valia. Agora era tudo em vão.

Deixamos pra trás tudo aquilo que prometemos.

O amor. A solidão.

Nos pertencemos. 

Prometemos nunca esquecer do que um dia sentimos.

Foi tudo o que sobrou.

Ensina-me seguir em frente.

Você foi embora.

Mas prometemos não ir.

É tudo culpa da pressa

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Não é de hoje que essa frase me vem na cabeça, e fiquei analisando por um bom tempo sobre o que é a pressa. Cheguei a conclusão que essa frase é verídica. Mas vou explicar, pra vocês entenderem onde quero chegar.

Acidentes de trânsito, é culpa da pressa. A maioria dos acidentes provocados são por ultrapassagens perigosas, pessoas que dormem no volante, pessoas que correm e os ponteiros do velocímetro passam de 100km/h. É assim que as coisas ruins acontecem…

Preciso ultrapassar, pra chegar mais cedo… Afinal esperar pelo momento certo de passagem pelo carro “lesma” a minha frente é uma opção descartada.

Não dormi bem essa noite, mas aguento, se eu sentir sono, paro pra tomar um café (não era previsto que nenhum posto de gasolina com um mísero cafezinho, apenas não seria encontrado).

Trabalho mal feito, tudo culpa da pressa. Afinal o teu chefe te deu um trabalho que vai exigir horas e mais horas, mas você vai deixar pra última hora, ou no pior dos casos, vai deixar de voltar pra casa e permanecer no escritório, até a hora que finalmente tudo esteja acabado, afinal, há muito trabalho a fazer. (Isso desencadeará uma briga mais tarde).

Doenças. É tudo culpa da pressa. Já é mais do que comprovado que o estresse é a causa de vários problemas na nossa saúde. Na pressa do dia-a-dia, nos alimentamos mal, em cinco minutos, e se possível nos alimentamos na frente da tv, da tela do computador, tudo pra não perder um segundinho sequer do nosso dia. Escolhemos entre as opções mais fáceis para a janta, aquela pizza congelada (ou suas variações, lasanha congelada), comidas industrializadas e pronto, tá tudo bem, tudo feito.

Fim de casamento. O clichê nos dias de hoje é aquele velho dilema “você nunca tem tempo pra mim”. Afinal, é trabalho, trabalho e mais trabalho. As pessoas pararam de trabalhar para viver, e agora vivem para trabalhar. Chegam tarde, não veem seus filhos crescerem, não tem paciência nem pra um abraço (afinal o dia te tirou todas as energias daquela lasanha congelada, aham…). E acaba que a família, os amigos, os encontros que eram tão legais, ficam pra trás, afinal, precisamos de dinheiro pra suprir nossas necessidades. Esqueci que nossas necessidades não é aquela nova TV de LED ok?

A minha dica? Viva. Não corra, converse com a sua família, se adapte, não viva de trabalho, faça apenas o necessário para ser feliz. Almoce com a sua família, abrace-a. Não deixe que a pressa leve de você tudo que você tem. Não deixe que o tempo passe em vão, faça ele  valer a pena e divirta-se.

As melhores coisas da vida

– Planejar um momento feliz e ter uma expectativa até o momento acontecer.

– Ir no cabeleireiro e sair linda.

– Comprar um sapato novo.

– Ser elogiada por aqueles que queremos impressionar.

– Comer uma boa comida.

– Chegar em casa depois de pegar aquela chuva e tomar um banho quente, sem pressa.

– Assistir seu filme favorito e sentir vontade de mudar sua vida.

– Receber uma carta.

– Escutar música alta num dia feliz.

– Arrumar a casa e sentir que ela está do jeito que  você queria.

– Assistir um bom programa de tv.

– Olhar blogs de moda e maquiagem, sem pressa e despreocupado.

– Ir no cinema, ver um bom filme e depois sair para jantar.

– Rir com os amigos sabendo que amanhã tem mais.

– Entender alguma coisa difícil depois de muito tempo.

– Ler uma boa coluna e/ou livro.

– Sentir-se amado.

– Receber flores de surpresa.

– Ir numa feira do livro e sair com as mãos cheias.

– Abraçar uma pessoa que você não vê há muito tempo.

– Estar feliz numa segunda-feira.

– Ver que você estava certo quando não mudou de opinião.

– Aprender a rir de si mesmo e não levar a vida tão a sério.  (processando…)